quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A QUEBRA DE PARADIGMAS NO CONTEXTO SOCIOEDUCACIONAL

     Com a inovação tecnológica, as mudanças e transformações no comportamento humano são inevitáveis. A necessidade de adaptar-se a esse tipo de inovação é sinal de superação do comodismo e desejo de evoluir para potencializar-se para o futuro. Todavia, não é fácil adaptar-se a tais mudanças.

      As iminentes transformações podem nos fazer otimistas a ponto de acreditarmos que tudo vai mudar rapidamente; mas pode, ao mesmo tempo, configurar-se em receio de aceitá-las consoante as dificuldades que surgirão em lhe dar com o processo de transformação comportamental, em detrimento de não sabermos fazer uso dos mesmos e, muito menos, de termos consciência de suas finalidades. Além do mais, há também o perigo de perdermos o nosso lugar de protagonistas e tornarmos submissos às condições impostas por essas novidades.

      Como as tecnologias são produtos sociais que transformam comportamentos, a forma de pensar e de sentir da sociedade, adaptar-se a elas é algo imprescindível e sua apropriação pelos sujeitos sociais em seus contextos principalmente no contexto educacional é inevitável.

      O advento desses novos recursos fez com que a sociedade exigisse uma nova forma de pensar a educação. Trata-se de uma educação que forme sujeitos autônomos, criativos e capazes de compreender, relacionar e construir conhecimento. Sujeitos da relação intersubjetiva dialógica e que reunam condições e habilidades que lhes possibilitem a auto-aprendizagem principalmente nas resoluções de situações complexas.

      Todavia, é mister lembrar que toda essa transformação não depende somente do uso dessas novas tecnologias, mas, e sobretudo, da quebra de antigos paradigmas - o que não é fácil de acontecer - principalmente no que se refere ao uso de uma padagogia centrada no professor, a qual o define como detentor e transmissor de conhecimentos prontos, como se estes fossem perenes; quando deveria, a partir do uso de uma pedagogia centrada na relação - a única que favorece a comunicação na troca e na criação de saberes - considerar o estudante como sujeito autônomo do processo de aprendizagem e, numa atitude relacinal dialógica, favorecer a construçaõ democrática do conhecimento.